
Dados Técnicos
País de Origem: Reino Unido (Thames Iron Works & Shipbuilding Company).
Tipo: Corveta Couraçada.
Tripulação: 232 elementos (xx oficial, xx sargentos e xx praças).
Deslocamento:(padrão) xxx toneladas (máximo) 2.442 toneladas.
Dimensões: comprimento 60,96 metros; boca 12,19 metros; calado 5,62 metros.
Propulsão:
2x máquinas a vapor de T. E. com 3.200 h.p. de potência - 2 veios.
Aparelho vélico do tipo lugre-escuna.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro) 10/xx nós.
Autonomia: 3.335 milhas a 10 nós.
Armamento: 2x peças de 260 mm;
1x peça de 150 mm;
4x peças de 105 mm e 2x metralhadoras.
Outros equipamentos: .
Lançamento à água: 1 de Dezembro de 1875.
Aumento ao efectivo: 20 de Junho de 1876.
Abate ao efectivo: 25 de Novembro de 1901. (Portaria n.º /).
Dados Técnicos
País de Origem: Itália (Estaleiros Fratelli Orlando).
Tipo: Cruzador.
Tripulação: 265 elementos (15 oficial, 16 sargentos e 234 praças).
Deslocamento:(padrão) xxx toneladas (máximo) 3.030 toneladas.
Dimensões: comprimento 71,30 metros; boca 12,28 metros; calado 5,56 metros.
Propulsão: 2x máquinas a vapor com 6.000 h.p. de potência - 2 veios.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro) 15/xx nós.
Autonomia: xxxxxxxx km a xxx nós.
Armamento: 2x peças "Armstrong" de 203 mm em redutos laterais;
1x peça "Armstrong" de 150 mm à popa; 1x peça "Armstrong" de 76 mm à proa; 8x peças "Hotchkiss" de 47 mm; 4x metralhadoras "Nordenfelt" de 6,5 mm e 2x tubos lança-torpedos submersos.
Outros equipamentos: .
Lançamento à água: 29 de Setembro de 1902.
Aumento ao efectivo: xx de xxxxx de 1903.
Abate ao efectivo: 25 de Novembro de 1936. (Portaria n.º /).
Historial
O
navio "Vasco da Gama" foi construído como corveta couraçada, com
autorização dada pela carta de lei de 15 de Abril de 1874. A sua entrada no Tejo, registou-se no dia 15 de Julho de 1876.
Inicialmente, é destacado para missões nos mares do Norte de África, escalando habitualmente a cidade de Tânger e portos do Mar Mediterrâneo, para protecção dos interesses portugueses perante os conflitos França/Tunisia e Itália/Marrocos. Efectua uma viagem de intrução com alunos da Escola Naval, visitando portos do Continente e ilhas e representa Portugal na “Exposição Universal de Barcelona” em
1888.
No ano de 1892 viajou com destino a Cádiz, em representação da
Marinha, nas comemorações do 4º Centenário da viagem de Colombo, e representou de Maio a Agosto de 1895, Portugal nas cerimónias de abertura à navegação
do canal de Kiel.
Dá-se a revolta dos Maratas, em Goa, o navio segue em Setembro para a Índia, onde desmbarca, em Mormugão, uma força de 46 elementos. Em Janeiro de 1896, regressa a Lisboa.
È, incorporado em Agosto na Divisão Naval de Instrução que vai reforçar a Estação Naval do Atlântico Sul, já que havia noticias de pretensões alemãs à Baia dos Tigres, missão esta que terminou em Maio de 1897.
Em Junho e Julho de 1897 esteve em Inglaterra, a fim de participar nas
cerimónias do 60º aniversário da subida ao trono da rainha Vitória.
Em 1900, o navio tinha-se tornado obsoleto, mas com o casco e couraça em bom estado, pelo que se decidiu moderniza-lo, nesses sentido largou a 25 de Novembro de 1901, com destino a Livorno com o
objetivo de ser submetido a obras de reconstrução e transformação.
Após
os trabalhos de reconstrução, foi lançado à água em 29 de Setembro de
1902 e regressou a Portugal em 1903 já com a classificação de cruzador.
Em
1906 esteve envolvido na “Insubordinação dos cruzadores”, seguindo a
revolta iniciada pelo cruzador "D. Carlos I", e em 1912 colaborou com as
forças repressoras às incursões monárquicas no norte do país.
No dia 14 de Maio de 1915 foi palco da vitória na revolta chefiada pelo Capitão-de-Fragata Leotte do Rego, que tomou o navio de assalto e destituiu o governo de Pimenta de Castro.
Em
6 de Dezembro de 1917 contrapôs-se ao movimento liderado por Sidónio
Pais, bombardeando a cidade de Lisboa.
Foi tomado pela guarnição a 8 de
Janeiro de 1918 e saiu da doca Rocha do Conde de Óbidos, então doca da
Parceria, para reagir contra o governo e bombardear a cidade.
Contudo,
foi atingido pela artilharia do governo, instalada no castelo de S.
Jorge.
No
dia 7 de Julho de 1925, encontrando-se o navio fundeado em S. José de
Ribamar, como navio-chefe de uma esquadra de operações, foi tomado de
assalto sob a liderança do Capitão-de-fragata José Mendes Cabeçadas Júnior, tendo-o dominado sem resistência por parte do comando.
Em Abril de 1931 escoltou os navios que saíram com destino à Madeira a fim de dominar a designada “Revolta da Madeira”.
A
sua última viagem decorreu na costa portuguesa, entre os dias 12 e 30
de Janeiro de 1933.
Foi
vendido em leilão, por 394 contos, à firma inglesa “Turner &
Hichmann” de Glasgow, que foi a responsável pelo seu reboque para
Inglaterra.
Modelismo
Não há modelo disponível no mercado.

Fonte:
1. COSTA, Adelino Rodrigues, Dicionário de navios & Relação de Efemérides, 2006.
2. Revista da Armada.
1. COSTA, Adelino Rodrigues, Dicionário de navios & Relação de Efemérides, 2006.
2. Revista da Armada.
3. Guia de Fundos - Marinha Portuguesa.
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