domingo, 2 de novembro de 2025

Meios Aquáticos Não Tripulados

A CEOV tem trabalhado no desenvolvimento e experimentação de sistemas como provas de conceito, não procurando que a curto prazo estes sejam um substituto dos sistemas tripulados, mas sim um complemento em diversas tipologias de missões, entre elas o SAR marítimo.
Os sistemas já desenvolvidos são:
 
− X-2401, um catamarã solar, com 4,3 m de comprimento;
 
− X-2501, um trimarã solar, com 5 m de comprimento, que demonstrou a sua capacidade de permanecer por longos períodos de tempo no mar, ao percorrer 150 nm, durante a semana do solstício de inverno de 2019;
 
 
X-2601, um trimarã a combustão, com 4,3 m de comprimento e autonomia para 24 horas. 
O sistema realizou com sucesso, no dia 22 de junho de 2020, o trânsito de forma totalmente autónoma, tendo sido acompanhado por embarcações de apoio. A Marinha continua assim a apostar na inovação, através do desenvolvimento de projetos de prototipagem rápida, para testes e experimentação operacional de novos conceitos de emprego bem como requisitos técnicos e operacionais deste novo tipo de plataformas, que vêm contribuir para missões mais seguras, eficientes e menos dispendiosas.
O Sistema Marítimo Autónomo Hidrográfico X-2601 é um catamaran equipado com um feixe simples e sonar lateral, à semelhança dos navios hidrográficos. A sua elevada autonomia, atualmente cifra-se em 20 horas, e ​é garantida através de um gerador elétrico.
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- X-2701, uma lancha robotizada de 6 metros de comprimento com vista a ser empregue em missões como meio orgânico de um navio.
 
- X-2801 "Macaréu", é uma embarcação de superfície de 12 metros que opera a partir de docas e opera em estado do mar (SS) 3. O veículo também pode operar a velocidades de 30 nós. O X-2801 é um navio multimissão e multiplicador de força naval com cargas úteis intercambiáveis ​​e modulares, podendo ser implantado para missões tripuladas e não tripuladas. O X-2801 pode operar com uma tripulação humana a bordo por razões de segurança. Ele pode operar remotamente para funções não tripuladas/autônomas/opcionalmente tripuladas. O X-2801 MULTI-MISSION UNMMANED USV foi projetado como um USV multimissão que apresenta um conjunto modular de cargas úteis para missões, apoiando Guerra Antissubmarino, missões de Contramedidas de Minas, Segurança Marítima, levantamentos subaquáticos e outras missões usando a mesma plataforma e links de dados. Está no Nível de Prontidão Tecnológica (TRL) TRL 5 - Tecnologia validada em ambiente relevante. 
 
- X-2901 "Suicide Boat"
- Seacon
- Gavia 

UAVision Ogassa OGS42V

Quantidade: 1 (um).
Utilizador: Armada Portuguesa.
Comissões: n/a.
Entrada ao serviço: 2021.
Data de abate: activo.
 

Dados Técnicos 
Pais de Origem: Portugal.
Tipo: classe 1.
Motor: 1x Desert Aicraft DA-70 EFI, a gasolina, com 5 hp de potência.
Dimensões: comprimento 2,75 metros; envergadura 4,20 metros; altura 1,25 metros; área alar x,xx metros quadrados.
Peso: vazio 33 kg; máximo 40 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro) 130/94 km/h; tecto de serviço 2.400 metros.
Autonomia: 6 horas na config. VTOL (Vertical Take-Off and Landing) e 9 horas na config. convencional com capacidade de depósito de 11 litros.
Equipamento (interno): transponder A/C/S com ADS/B. 
Equipamento (externo): sensor electro-optico; sensor infravermelhos (IR).
Capacidade de carga: 5 kg de carga.

Desenvolvimento
O OGASSA OGS42V é um UAS híbrido de descolagem e aterragem vertical. Foi inicialmente desenvolvido para dar resposta a uma necessidade da Marinha Portuguesa, para operações marítimas e em navios.
Com base na plataforma OGS42 já comprovada e estabelecida, a versão OGS42V demonstrou imediatamente a sua versatilidade operacional por não necessitar de uma pista para decolagem e aterragem.
O OGASSA OGS42V foi apresentado publicamente em 2019, no exercício REPMUS NATO, em Tróia, e desde então tem estado a ser utilizado pela Marinha Portuguesa.
Mantivemos todos os equipamentos OGASSA padrão, tais como: Gimbal eletro-óptico de alto desempenho, sistema de comunicação (100Km +) IP link StormCOMM, recetor AIS e EPIRB, modo Transponder C e S, mais um relé VHF para UAV para comunicações, assim como um transcetor Iridium Satcom.
 
Percurso em Portugal
Com o objetivo de consolidar o avanço tecnológico da Marinha Portuguesa na área da robotização, realizaram-se sexta-feira, 24 de junho de 2019, com sucesso, os primeiros testes de descolagem rolada e aterragem vertical no cais do Ponto de Apoio Naval de Portimão.  
Inicialmente operados por destacamentos da Esquadrilha de Helicópteros. têm sido realizados voos no âmbito da edificação da capacidade operacional ao longo da costa algarvia, em missões de vigilância e deteção marítima.
Actualmente, são operados a partir de Tróia assignados à unidade X31. 
 
Matriculas
 
Modelismo
Não há modelo disponível no mercado.

 
Fontes 
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UAVision Quadcopter Spyro 4N

Quantidade: 2 (dois).
Utilizador: Armada Portuguesa.
Comissões: n/a.
Entrada ao serviço: 2019.
Data de abate: activo.
Dados Tecnicos
Pais de Origem: Portugal.
Tipo: Quadrocóptero electrico (classe 1).
Motor: 4x motores electricos com xx hp de potência.
Dimensões: comprimento xxx metros; envergadura 1,13 metros; altura 0,66 metros; área alar xxxx metros quadrados.
Peso: vazio xxx kg; máximo 12 kg.
Possibilidades: velocidade 55 km/h; tecto de serviço 300 metros.
Autonomia: 18 km/50 minutos.
Armamento (interno): sensor electroptico; sensor infravermelho.
Armamento (externo): n/a.
Capacidade de carga: 4 kg.

Desenvolvimento
O sistema UX SPYRO consiste no veículo aéreo e na estação de controlo remoto, que possui o software UAVision para operações de telemetria, planeamento e controlo de voo e payload. O controlo manual do UX SPYRO pode ser realizado com sistema de rádio portátil, computador portátil, ou através da estação de controlo remoto. O sistema pode ser operado com um mínimo de 1 ou 2 tripulantes, dependendo do cenário operacional. O payload é capaz de mostrar imagens em tempo real com capacidade de gravação.
O UX SPYRO foi desenvolvido para missões táticas que requerem payloads topo de gama e estabilidade de voo. A sua capacidade de operação pouco ruidosa adapta-se facilmente a cenários operacionais críticos. É compatível com o nosso Gimbal estabilizado de fibra de carbono ultraleve, que oferece aos usuários total liberdade de movimento. O sistema possui AHRS (Attitude and Heading Reference System), que fornece orientação 3D usando dados giroscópicos, acelerómetro, magnetómetro, barómetro e do GPS a bordo, que resulta em voos de precisão
 
Percurso em Portugal
Inicialmente, operados por destacamentos da Esquadrilha de Helicópteros. Foram realizadas missões, sendo que a primeira deu-se a bordo do NRP Sines durante a missão Mar Aberto em 2019.
Actualmente são operados a partir de Tróia assignados à unidade X31. 
 
Matriculas
 
Modelismo
Não há modelo disponível no mercado.

 
Fontes 

domingo, 27 de julho de 2025

Classe Albatroz

 
 
Dados Técnicos
Pais de Origem: Portugal (Arsenal do Alfeite).
Tipo: Lancha de Fiscalização Pequena.
Guarnição: 
8 elementos (1 oficial, 1 sargento e 6 praças).
Deslocamento: (máximo) 51,66 toneladas (padrão) 43,54 toneladas.
Dimensões: comprimento 21,88 metros; boca 5,25 metros; calado 1,48 metros.
Propulsão: 2x motores Cummins 50-M2, a gasóleo, com 1.100 hp de potência - 2 veios. 
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro) 19,5/- nós.
Autonomia: 
2.500 milhas a 12 nós.
Armamento: 
1x peça Oerlikon de 20 mm (retirada em 1999); 2x metralhadoras de 12,7 mm.
Sensores: 1x radar de aviso de superfície Decca RM 316P; 1x radar de navegação Kelvin Hughes.
Outros equipamentos: 1x aladador de redes com capacidade para 3.000 kg.
 
Unidades
 
NRP ALBATROZ (P1162) para Marinha de Timor-Leste.
Lançamento à água: xx de xxxxxx de 1962.
Aumento ao efectivo: 9 de Dezembro de 1974.
Abate ao efectivo: 18 de Julho de 2001 (Portaria n.º 1825/2001).
 
NRP ÀGUIA (P1165).
Lançamento à água: xx de xxxxxx de 1962.
Aumento ao efectivo: 28 de Fevereiro de 1975.
Abate ao efectivo: 31 de Janeiro de 2019 (Portaria n.º 175/2019).
 
NRP AÇOR (P1163) para Marinha de Timor-Leste.
Lançamento à água: xx de xxxxxx de 1962.
Aumento ao efectivo: 9 de Dezembro de 1974..
Abate ao efectivo: 18 de Julho de 2001 (Portaria n.º 1825/2001).
 
NRP CISNE (P1167).
Lançamento à água: xx de xxxxxx de 1962.
Aumento ao efectivo: 31 de Março de 1976.
Abate ao efectivo: 23 de Agosto de 2022 (Portaria n.º 652/2002).
 
NRP ANDORINHA (P1164).
Lançamento à água: xx de xxxxxx de 1962.
Aumento ao efectivo: 20 de Dezembro de 1974.
Abate ao efectivo: 17 de Agosto de 2005 (Portaria n.º 872/2005).
 
NRP CONDOR (P1166) para UAM840.
Lançamento à água: xx de xxxxxx de 1962.
Aumento ao efectivo: xx de xxxxxxx de 1985.
Abate ao efectivo: xx de xxxxxxxx de 1993 (Portaria n.º 34/1994).
 
Modelismo
Não há modelo disponível no mercado.
 

Fonte
COSTA, Adelino Rodrigues da - Dicionário de Navios - Edições Culturais da Marinha - 2006.

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Navios Reabastecedores de Esquadra



Dados Técnicos
País de Origem: Turquia (STM Defence International).
Guarnição: 50 + 50 elementos.
Deslocamento: 11.000 toneladas.
Dimensões: comprimento 137,06 metros; boca 19,10 metros; calado 6,70 metros; pontal x,xx metros.
Propulsão: hibrida (diesel e electrica).
Velocidade máxima: 18 nós (diesel); 6 nós (eleéctrica); 14 nós (cruzeiro).
Autonomia: 14.000 milhas a 14 nós.
Armamento: 2x CIWS; 2x torres de controlo remoto com metralhadoras pesadas de 12,7 mm; sistema de chaff e flares.
Sensores: .
Outros equipamentos: convés para pouso de helicóptero.
Capacidade de carga: 100 militares; 4.000 metros cubicos de combustivel naval; 350 metros cubicos de combustivel de aviação; 650 metros cubicos de água potável; 700 metros cúbicos carga geral; 6 contentores de 6 metros e 20 viaturas blindadas tacticas ligeiras.
 
Historial
A cerimónia de assentamento do primeiro bloco do NRP Luís de Camões, o primeiro de dois Navios Reabastecedores de Esquadra e Logísticos destinados à Marinha Portuguesa, decorreu hoje, 29 de janeiro de 2026, no estaleiro ADA Shipyard, em Tuzla-Istambul, na Turquia.
​A cerimónia, presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, e pelo Ministro da Defesa Nacional da Turquia, Yaşar Güler, contou com a presença do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Jorge Nobre de Sousa, pelo Secretário das Indústrias de Defesa da Turquia, Haluk GÖRGÜN, entre outras entidades.
Durante a cerimónia o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, destacou que “investir na Marinha é investir na proteção de Portugal e dos portugueses.” e que os futuros navios da Marinha são “um grande passo na modernização naval o que vai permitir recuperar uma estratégia perdida há alguns anos.”.
O Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Nobre de Sousa, sublinhou que “a Marinha é um projeto em construção contínua e que receber navios novos é sempre um grande momento para Portugal”. 
Os novos navios da Marinha vão ter como principais funções o transporte e reabastecimento no mar de Unidades Navais com combustível para navios e aeronaves, água potável, carga sólida geral e munições, além de oferecer apoio logístico diversificado e funções hospitalares acrescidas para situações de catástrofe.
 
 
Unidades
A5211 - NRP LUIS DE CAMÕES
A5212 - NRP ??????

Modelismo
Não há modelos disponíveis no mercado. 

Fonte
Revista da Armada nº 593 - Janeiro de 2024.
Revista da Armada nº 604 - Março de 2025. 

CLASSE BELLATRIX

Dados Técnicos    País de Origem:   Portugal/Alemanha  (Arsenal do Alfeite - P1151/1152/1153/1154/1155) (Bayerische Schiffbaugesellschaft Gm...